Entre 1 a 7 de fevereiro, a ANSR, a GNR e a PSP, conduziram a campanha “Taxa Zero ao Volante”, como parte do Plano Nacional de Fiscalização 2024. Durante esta iniciativa, a GNR identificou quase mil condutores em excesso de velocidade.

Apesar dos avanços nas últimas duas décadas, Portugal continua a registar uma média de 650 mortes por ano nas estradas, um número muito distante do objetivo único aceitável: ZERO.
A Sinistralidade Rodoviária é considerada um problema de saúde pública, com 1,35 milhões de mortes em acidentes rodoviários a nível mundial a cada ano, o que equivale a 3700 mortes diárias ou uma a cada 24 segundos, sendo a principal causa de morte entre os 5 e os 29 anos de idade.

Durante a Operação Taxa Zero, quase mil condutores foram sinalizados sob o efeito de álcool, entre os mais de 38.800 condutores fiscalizados, enquanto 900 foram identificados por excesso de velocidade.

No decorrer da operação, que decorreu entre 1 e 7 de fevereiro, foram registados 2.245 acidentes, resultando em oito vítimas mortais, 36 feridos graves e 735 feridos ligeiros. Comparativamente ao mesmo período de 2023, houve uma redução de 400 acidentes, uma vítima mortal a menos, 12 feridos graves a menos e 21 feridos ligeiros a menos, conforme mencionado em comunicado.

É alarmante o impacto do álcool na condução em Portugal, sendo responsável por mais de 20% das mortes em acidentes rodoviários. Com uma taxa de álcool no sangue de 0,5 g/l, o risco de um acidente grave ou fatal duplica, devido aos efeitos do álcool no campo visual, na capacidade de decisão e reação, e na coordenação motora. A relação entre o consumo de álcool e a taxa de álcool no sangue depende de diversos fatores, tornando crucial a adoção da política de “Taxa Zero ao Volante”.